MARTY LACKER...

 


Marty Lacker pertenceu a Máfia de Memphis entre 1961 à 1967, desempenhando a função de “secretário” de Elvis. Marty foi um dos padrinhos de casamento de Elvis. Mesmo depois de se despedir para criar uma editora musical, Marty continuou a ver Elvis e a acompanhá-lo em turnês até 1976.

 

O que você faz hoje Marty?
Basicamente estou aposentado, mas ainda sou consultor artístico de vez em quando.

Atualmente está envolvido em projetos relacionados a Elvis?
O livro Elvis and The memphis Máfia acabou de ser lançado. Também estou envolvido em dois outros projetos que não posso revelar, mas sei que serão uma boa surpresa para os fãs.

Você conheceu Elvis na escola secundária, mas só foi trabalhar com ele bastante tempo depois. Quando começou a trabalhar para ele?
Apesar de eu andar com ele e com os outros rapazes em 1957, só fui trabalhar para ele em 1961. Durante esse período, estive numa rádio como diretor de programas e disc jockey e Elvis também levava seu tempo até pedir a alguém que fosse trabalhar com ele. Tínhamos de ganhar sua confiança primeiro.

Quem tem os direitos sobre a série de vídeos All the King´s Men? Estão planejando lança-lo em DVD?
Há uma pessoa na região de Memphis que tem os direitos agora, mas vamos participar no novo lançamento deles e em novos volumes. Há muitas imagens de palco ainda que não foram usadas. Serão lançadas num futuro DVD.

A màfia de Memphis. Marty é o primeiro da direita para esquerda.

Quais são as suas recordações de Elvis dos anos de escola?
Basicamente, ele era um solitário. Tinha alguns amigos, mas era só.

Você alguma vez foi explorar a Beale Streat e os clubes negros com Elvis?
Não, não fui. Quando ele fazia isso, eu estava no exército.

Você ajudava Elvis escolher as canções demo que chegavam até ele?
Sim, ajudava. Também levei algumas canções a Elvis, especialmente nos anos 70.

Você acha que o contrato com a “Hill & Range” pode ter sido responsável pelos terríveis anos 60 de Elvis? Ou ele podia ter-se imposto?
Elvis poderia ter se imposto, o que fazia de vez em quando, mas a Hill & Range e o Coronel Parker merecem a maior parte da culpa pela porcaria que ele gravou nos anos 60.

Ele alguma vez se queixou pra você sobre a qualidade das canções em relação a isso?
Sim, queixou-se, mas infelizmente escolheu não fazer nada em relação a isso.

Elvis era uma pessoa cheia de contradições e complexidades. Parecia que sofria de tensões internas, algumas das quais podem mesmo ter contribuído para a sua morte prematura. O que você acha?
É verdade. Ele era uma contradição viva. Haviam dois lados em Elvis. Os fãs apenas viam um dos lados. Ele era um ser humano como todos nós. Tinha problemas, bons momentos, falhas e muitos atributos. Alguns fãs tendem a esquecer isso ou a não quere ouvir, mas isso é injusto para Elvis e para a sua memória.

Elvis tinha um tipo de personalidade que passava por fases. Nos anos 70, ele tornou-se um Agente Federal. O que lembra dessa época?
Ele sempre quis ser um policial ou um espião e comprava equipamento policial e saía para conseguir distintivos policiais de vários departamentos de polícia do país.

Em 1973, houve um incidente que envolveu Hamburger James e a perda de vários anéis de Elvis. A maior parte dos fãs não conhece essa história. O que aconteceu?
O nome dele é James Caughley e ficou com o apelido de Hamburger James porque costumávamos deixa-lo entrar quando alugávamos o cinema Memphian Theater. Quando Elvis ficava com fome, queria hamburguês e o James ia compra-los. Todos gritávamos “Hamburguês James” e ele ia compra-los. Mais tarde, Elvis ficou com pena dele e ofereceu-lhe emprego. Elvis tinha algumas fotos pessoais da Priscilla, que ele tinha tirado e quando James certa vez, quando esteve em Las Vegas ao retorna para Memphis, Elvis deu por falta das fotos. Elvis, Red e Sonny foram correndo ao aeroporto de Las Vegas, tiraram James do avião e descobriram não só as fotos, como também dois anéis de Elvis. Ele foi despedido na hora.

No livro, The Colonel, Alanna Nash revelou que nos anos 70, os bilionários sauditas ofereceram uma quantia inicial de 5 milhões de dólares, aumentado-a depois para os 10 milhões, para Elvis dar um concerto em frente as pirâmides do Egito. Você soube disto? Elvis soube? Qual foi a reação dele?
Sim, eu soube. Elvis me mostrou um panfleto que lhe tinham enviado das pirâmides onde o concerto seria realizado. Ele queria fazer, mas o Coronel acabou com a história.

Como você se dava com o Coronel?
Não me dava. Nunca gostei dele e nem confiei nele. A minha lealdade era para com Elvis e o Coronel não gostava disso, especialmente quando eu fui por um pequeno período, o braço direito de Elvis.

O que você acha do papel do Dr. Nick no declínio e dependência de Elvis?
O Dr. Nick preocupava-se mesmo com Elvis, mas foi apanhado num estilo de vida que não devia ter sido e acabou por fazer coisas que não devia. Ele é um bom homem e as pessoas tem de o compreender...

É verdade que Elvis pagou umas férias no Havaí no valor de 10 mil dólares ao doutor?
Sim, é verdade. Ele também fez o mesmo com o Richard Davis.

Fale-nos de Vernon. Como era a sua relação com ele?
Dávamo-nos bem. Ele não gostava muito de nos ver por ali, pois achava que Elvis gastava muito com nossos salários, o que é uma piada.

Ter o Vernon, que nunca terminou a escola, como consultor financeiro de Elvis parece ridículo. Acha que se Elvis tivesse feito melhores investimentos e recebido melhores conselhos, não teria a necessidade de ter trabalhado tanto e poderia ter tido mais tempo para a música e para ele próprio?
Essa foi uma parte infeliz da vida financeira de Elvis. Mas ele fez isso para que o seu pai se sentisse útil. Mas Vernon não nos ouvia sobre os investimentos.

O casamento de Elvis. Marty é o primeiro da direita para esquerda.

Você e Joe Esposito foram os padrinhos de casamento do Elvis com a Priscilla. Como descreve a sua relação com o Joe?
Basicamente, eu sempre gostei do Joe. Eu só não gostava da forma como ele tratava os outros ou falava com eles. Ele achava que era especial no grupo, mas não era. Ele não era mais especial do que qualquer um do grupo original. Não nos falamos há muito tempo por causa dessa atitude.

Fale-nos das outras mulheres de Elvis.
Ann Margret é uma pessoa muito simples. Demo-nos muito bem com ela e nos divertíamos muito. Ao contrário de Priscilla, ela não se sentia ameaçada por os rapazes estarem ali.
Ginger Alden era como um troféu para Elvis, e duvido que eles fossem mesmo se casar, até porque a diferença de idade entre ambos era grande.
De Sheila Ryan não tenho grandes recordações.
Já a Linda era muito engraçada. Ela preocupava-se com Elvis e era muito boa para ele.

Lembra-se das sessões de gravação em Graceland em fevereiro de 1976?
Eu não estive lá. O Coronel tentava me afastar das sessões porque eu costumava levar canções para Elvis que eles não tinham os direitos autorais.

Parece que no fim, Billy Smith era o único amigo verdadeiro e confidente de Elvis. Elvis confiava em mais alguém?
Billy era a pessoa mais próxima do Elvis no último ano de sua vida. Era mais como um irmão mais novo do que primo. Segundo Billy, Elvis ainda se preocupava com nós, mas queria mais privacidade.

Quando falou com Elvis pela última vez?
Foi em julho de 1977 ao telefone. As minhas últimas palavras foram “Adios”.

 

Entrevista dada originalmente ao site EIvis Information Network. Aqui há somente trechos da mesma. Para ler na íntrega, acesse o site...